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Padre Ignacio Larrañaga

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MEDITATING AND LIVING

98º ANIVERSÁRIO DO NATALÍCIO DE FREI IGNACIO LARRAÑAGA, FUNDADOR DAS OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA.

Está bem!

O Pai, o auriga que governa e movimenta com fios invisíveis as leis e as forças da criação, permitiu que raios de boatos e falácias caíssem sobre mim. Não foi castigo, e sim predileção. No imenso planisfério de sua mente que compreende o hoje, o ontem e o amanhã, o Pai havia desenhado para mim uma pedagogia que me conduziria por uma senda de espinhos e pedras, ao reino da sabedoria e da liberdade. Ele não pode permitir um dano irreparável para seu filho.

Em resumo, entregar=se implicava colocar em Suas Mãos um cheque em branco, um voto de confiança, e proclamar aos quatro ventos: Está tudo bem! Foi melhor assim!

Todavia, não era suficiente. Apesar dessas evidências, meu mundo emocional continuava despedaçado a unhadas, e as claridades mentais não me traziam nenhum alívio.  Precisava abordar, pelo menos analiticamente, esse universo cicatrizado a dentadas, situação dolorosa que alcançava níveis muito profundos. A essa altura eu não sabia nada sobre o Abandono.

Apesar de todas as claridades teóricas, a verdade é que quando me vinham a mente lembranças dolorosas, não podia evitar uma explosão interior de indignação. Como apagar esse fogo? Os fatos já estavam consumados e, naquele momento, ninguém poderia fazer nada para o que aconteceu não houvesse acontecido. Por outro lado, já renunciara ao contra-ataque, devolver o mal pelo mal. Já vira teoricamente que a solução estava em entregar-me. Porém, falando vitalmente, o que era preciso fazer para entregar-se?

Comecei a intuir que o problema pudesse ser a mente. Estava percebendo que, quando minha mente começava a lembrar algumas daquelas cenas de perseguição, meu coração se inflamava de cólera.

Conscientizei-me de que sempre que a minha mente remoía e revivia aquelas perseguições mantinha-se vivo e alto o fogo da irritação, que, por sua vez, se convertia em rancor, que, no final, apenas a mim queimava.

Parecia, então, que a solução consistia em reduzir minha mente ao silêncio. Deveria haver uma homenagem de silêncio. Simbolicamente falando, precisaria reclinar a cabeça em Suas Mãos com a mente silenciada e o coração apagado.

Necessitava levar o problema para o terreno emocional porque estava manejando um material emocional de alta sensibilidade. Precisava aniquilar os brotos da rebeldia e do orgulho; mas como? Transformar a dor em amor, mas de que maneira? Ao que parecia, a solução estava em entrelaçar as mãos da fé e do amor.

Meu Pai, que é um vasto oceano de amor, do qual eu já provara, e como!, tudo o que permitir em minha vida será para o meu bem, porque me ama. De modo que qualquer eventualidade, drama ou desenlace que me aconteça não poderá ser uma desgraça, mas uma demonstração de carinho; e se hoje não consigo ver assim é porque estou no meio de uma turbulência, mas um dia eu o verei. Assim, pois, se o Pai permitiu aquela crueldade, está bem! Se permitiu que a perseguição se enroscasse em minha cintura, está bem! Se permitiu que o boato enlodasse o meu nome, está bem!

Oh! Maravilha! Comecei a perceber que ao dizer com toda minha alma: está bem!, no ato se extinguia a indignação. Mais do que isso, também me dei conta de que, naquele mesmo instante, a lembrança amarga era apagada da minha mente. Foi uma descoberta, foi uma heureca.

Com o tempo comprovei que essa fórmula tão simples (“está bem”) era exatamente equivalente a fórmula bíblica dos Pobres de Deus: Faça-se!

Tirado do livro “A rosa e o fogo” Capitulo III, item “Crises” de Frei Ignacio Larrañaga.